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1. Julho 2019

'PLEASE [DO NOT] TOUCH': INÊS NORTON APELA À URGÊNCIA DE RECUPERAR A CONSCIÊNCIA DO CORPO

-  Exposições,  Arte

'PLEASE [DO NOT] TOUCH': INÊS NORTON APELA À URGÊNCIA DE RECUPERAR A CONSCIÊNCIA DO CORPO

'Please [do not] touch' é uma exposição de Inês Norton, na qual a artista plástica aborda o crescente fascínio global pelo digital, fazendo um apelo à "urgência de recuperar a plena consciência do corpo". Está patente no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, até 27 de novembro de 2019.

“Há muito que sabemos que o conhecimento depende dos sentidos. E, como percebeu o cientista António Damásio, sabe-se que também as emoções são incontornáveis para tomar decisões. Apesar disso, vivemos hoje o fascínio global pelo digital. Ora, o digital interpõe-se entre a nossa perceção e a realidade, substituindo o contacto direto com o mundo. Quando, a par do digital, crescem imaginários que rejeitam o corpo, e a busca de uma vida asséptica, isenta de riscos, que tipo de vida procuramos, de facto, viver?”, lê-se no texto das curadoras da exposição, Adelaide Ginga e Emília Ferreira.

É imprescindível reconhecer a importância da presença física e do toque na relação interpessoal. Realçando a omnipresença da artificialidade e a necessidade de a questionar, Inês Norton alerta-nos, nas 18 obras expostas, para a “urgência de recuperar a consciência do corpo, sob pena de nos dirigirmos para a condenação essencial do que é ser humano”.

Inês Norton nasceu em Lisboa em 1982. Licenciou-se em Design de Comunicação pelo IADE, frequentou dois anos do curso de pintura no Ar.Co e realizou o Foundation na Slade School of Fine Arts, em Londres (2008-09). Entre 2010 e 2012, viveu em Luanda, Angola, onde deu aulas de expressão plástica no âmbito de um projeto de Apoio ao Desenvolvimento, tendo participado na Trienal de Luanda – Geografias Emocionais, Arte e Afetos (2010). Em 2012 concluiu o programa de Estudos Independente na Maumaus, em Lisboa. As suas obras estão representadas por várias coleções a nível nacional e internacional, nomeadamente: Coleção Sindika Dokolo e Banco Atlantic, em Angola; Luciano Benetton Collection, em Itália; Coleção Figueiredo Ribeiro, em Portugal. Em 2017, foi Artista Revelação da XIX Bienal de Cerveira.