FacebookPinterestTwitter
11. Maio 2021

A MODALISBOA NO WOW | PORTO FASHION & FABRIC MUSEUM

-  Moda Portuguesa,  ModaLisboa

A MODALISBOA NO WOW | PORTO FASHION & FABRIC MUSEUM

O novo Museu da Moda e do Têxtil, Porto Fashion & Fabric Museum, abre já no dia 20 de maio, em Vila Nova de Gaia, e há muitos Designers ModaLisboa para descobrir nesta nova casa da Moda em Portugal.

É a inauguração mais aguardada do último ano. O sexto museu do WOW — o quarteirão cultural de Gaia, que já conta com o Museu do Vinho, Museu sobre a Região do Porto, Museu da Cortiça, Museu do Chocolate e o Museu sobre o ritual da bebida — é dos mais completos equipamentos para a compreensão da Indústria de Moda em Portugal e, a partir das 12H do dia 20, abre-se ao público.

A experiência começa no piso térreo, com uma viagem pela história da indústria têxtil no país e várias oficinas explicativas das matérias-primas, processos de fabrico e confeção, e um com profundo foco na tecnologia e na sustentabilidade que estão, hoje, a transformar a forma como produzimos vestuário. O passado, o presente e o futuro são também as narrativas que nos acompanham até ao piso superior, dedicado à Moda de autor, ao calçado e à mestria da filigrana.

É aqui que se conta a nossa história. Com um espólio de peças dos criadores pioneiros, como Abbondanza Matos Ribeiro, Ana Salazar, Manuela Gonçalves ou José António Tenente, passamos para a consagração de nomes como Filipe Faísca, Nuno Gama, Dino Alves, Carlos Gil, Nuno Baltazar, Ricardo Preto, Ricardo Andrez, Lidija Kolovrat e Luís Carvalho. E daqui, qual máquina do tempo que se sobrepõe em calendário, passamos para a nova geração: Gonçalo Peixoto, Constança Entrudo, Hibu e Opiar. Seja através de looks que se tornaram icónicos na passerelle ou em miniaturas que os Designers criaram propositadamente para expor no PFFM, esta é a janela para o processo criativo, para a qualidade e para a excelência do nosso design. Mas claro que não é só: num maravilhoso gabinete de curiosidades, descobrimos os fascinantes “chinelos peixe” Kolovrat, a peruca em porcelana de Nuno Gama, um colar de conha e osso com aplicações de cristais de Ricardo Preto e uns ténis feitos a partir de cabelo natural e artificial de Olga Noronha.

Nestes dois mil metros quadrados, desenhados pelo arquiteto Victor Miranda com o Studio Astolfi, cabem ainda o minucioso trabalho manual necessário para construir um par de sapatos — bem como os mais inovadores processos de atualização da indústria — e um elogio à delicadeza da ourivesaria sob a forma de filigrana.

O PFFM está a estabelecer protocolos com escolas da região, porque o “ideal é virem visitar para perceber toda a complexidade e toda a densidade de conhecimento que temos no museu”, explica Catarina Jorge, a coordenadora do projeto, à Lusa. Esta tarefa brava e hercúlea de construir um museu desta envergadura em plena pandemia é mais uma prova de que a criatividade, a cultura e a Moda conseguem florescer em todos os cenários.