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13. Outubro 2019

MODALISBOA COLLECTIVE | REPORT 12 DE OUTUBRO

-  ModaLisboa,  ModaLisboa Collective

MODALISBOA COLLECTIVE | REPORT 12 DE OUTUBRO

MODALISBOA COLLECTIVE é a crença da união. É a vontade de nunca parar de inovar e de crescer. É a noção coletiva de património que a todos inspira a novas criações e linguagens.

Novas criações e linguagens como as de Nuno Gama, Imauve, João Magalhães, Patrick de Pádua, Ricardo Preto, #DecenioAlexandraMoura, Aleksandar Protic, Luís Onofre, Ricardo Andrez e Dino Alves.

Nuno Gama apresentou uma coleção inspirada pelo “O Principezinho”, desafiando-nos a homenagear o planeta. Uma coleção que assentou na plena apreciação da beleza da natureza e que mostrou ser uma reflexão sobre o impacto que cada um tem na Terra. Em ‘Cativação’ Nuno Gama falou de legado e de herança, e voltou à obra de Antoine de Saint-Exupéry para relembrar que “o essencial só se escuta com o coração”, pedindo-nos que ouçamos o que nos rodeia, que mudemos hábitos e que façamos a diferença que queremos ver no mundo.

Imauve desenvolveu, pela primeira vez, uma coleção sem estação, formada por duas linhas de pensamento diferentes, mas sempre ligadas pela cor. A primeira linha baseou-se numa cápsula de básicos de qualidade, que foi complementada pela segunda linha inspirada na Casa-estúdio de Luis Barragán (México). As silhuetas variaram entre o oversized e a linha A e materializaram-se em tencel, algodão, viscose e seda, em tons de rosa, amarelo torrado, verde lima, laranja, marfim, bege, castanho e preto.

Inspirado no Cyborg Manifesto (1985) de Donna Haraway, João Magalhães defendeu a ideia da dissolução de fronteiras entre o Homem, a Natureza e máquina. Desconstruiu folhos e silhuetas ligadas ao vestuário feminino, desenvolveu estampados em colaboração com o artista digital Guilherme Curado, e jogou com o contraste de materiais como o vinil e o silicone, a organza e o chiffon de seda, reforçando a ideia de diálogo entre o mundo natural e o man made.

Patrick de Pádua apresentou ‘Call Me’, uma coleção powered by Ambitious inspirada nos Club Kids dos anos 90. O designer explorou o lado divertido da época, apostando em estampados, patches e padrões em look total. A identidade streetwear/sportswear da marca evidenciou-se em toda a coleção, priorizando o conforto, em silhuetas diversificadas entre o justo e o oversized, que se materializam em algodão, denim, impermeável, sarja, seda, couro e poliéster. A paleta de cores centrou-se nos clássicos preto e branco em contraste com cores vivas como amarelo, verde e bordeaux.

Ricardo Preto combateu a ideia do desalinhado através da leveza e reestruturação de formas. Em exclusivo para a Rustan’s desenvolveu uma coleção que primou pela presença visual das peças e silhuetas sofisticadas, resultando num look contemporâneo e irreverente. Tons terra, azuis e amarelos metalizados e sóbrios combinaram-se com malva e bordeaux.

Seguiu-se o desfile #DecenioAlexandraMoura, no âmbito do protocolo de cooperação estabelecido entre a Associação ModaLisboa e a ANJE, responsável pelo Portugal Fashion. O classicismo da Decenio combinou-se com a desconstrução e a conceptualidade de Alexandra Moura numa coleção com um novo ADN. A designer interpretou os códigos tradicionais da marca num jogo de contrastes entre o fluido e o estruturado, combinando materiais do espólio da Decenio com tecidos tecnológicos. A multiplicidade de matérias-primas e volumetrias espalhou-se pelos azuis, laranja, preto e bege, bem como no estampado criado a partir de uma fotografia original de Moura.

Aleksandar Protic surpreendeu-nos com formas “esculpidas” e drapeadas, estruturadas e fluidas. O criador encontra, muitas vezes, a sua inspiração na arte, na música e no mundo que o rodeia. Nesta estação, explorou tons e padrões com referência às impressões da infância sobre vestuário, personalidades e singularidade, em algodão, linho, misturas, viscose e seda em cores como o branco, laranja, amarelos e azuis.

No âmbito da parceria entre a Associação ModaLisboa e a ANJE, responsável pelo Portugal Fashion, Luís Onofre apresentou Eivissa, uma coleção com a aura da luz de um verão entre Ibiza e Mykonos, que marca o regresso o criador a inesperadas combinações de cores e materiais, e, ao mesmo tempo, a reinvenção da marca num novo paradigma de sustentabilidade. As peles animais foram substituídas por tecidos, e a madeira e cortiça deram forma aos saltos.

A sustentabilidade é também uma reflexão constante para Ricardo Andrez. Na sua nova coleção de verão 2020, o criador usou tecidos em dead stock, para tenta reduzir o seu impacto ambiental. Sem perder a identidade da marca nem deixar de ser visualmente apelativa, a nova coleção de Andrez mostra que o design pode e deve ser justo.

Dino Alves trouxe-nos a coleção “Private Place” inspirada na forma como nos relacionamos com o nosso corpo ao longo dos tempos e como os outros o veem e se relacionam com ele. Explorando a ditadura que os conceitos de beleza nos impõem e a forma como usamos o corpo para nos expressarmos, Dino apresentou uma coleção com detalhes e técnicas de roupa interior e volumes criados através da técnica usada nos saiotes e crinolinas, em tons nude, com arneses e tecidos reciclados, organza e seda.

Hoje começamos com a exposição ODE de Olga Noronha, no Coletivo 284, seguimos para o Panteão Nacional, para assistir ao desfile de Carolina Machado e regressamos às Antigas Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento do Exército para conhecer as novas coleções de Constança Entrudo, Duarte, Gonçalo Peixoto, Kolovrat, Carlos Gil e Luís Carvalho.

Fique atento às notícias, assista ao live stream dos desfiles dos nossos criadores e conheça as tendências para a primavera/verão 2020 no site, Facebook e Instagram da ModaLisboa.

MODALISBOA COLLECTIVE. Moda é futuro. E o futuro é coletivo.

MODALISBOA COLLECTIVE
SS 20
10. 11. 12. 13 OUTUBRO 2019
ANTIGAS OFICINAS GERAIS DE FARDAMENTO E EQUIPAMENTO DO EXÉRCITO

Apresentação oficial das Coleções dos Criadores Portugueses.

A Lisboa Fashion Week é promovida pela Associação ModaLisboa em co-organização com a Câmara Municipal de Lisboa. A iniciativa é cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do Programa Operacional de Lisboa do Portugal 2020.