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13. Outubro 2019

MODALISBOA COLLECTIVE: A CONSTRUÇÃO DE UMA HISTÓRIA

-  ModaLisboa,  ModaLisboa Collective

MODALISBOA COLLECTIVE: A CONSTRUÇÃO DE UMA HISTÓRIA

Era uma vez uma semana de moda que se preparava para arrancar para a sua 53ª edição. Planeavam-se as apresentações dos criadores nacionais para a primavera/verão 2020 e tudo começava nos escritórios da Associação ModaLisboa, na Rua do Arsenal. Projetava-se a mudança para um novo espaço e o estômago apertava em antecipação: como é que se adapta um edifício do Exército Português a uma ModaLisboa? Por onde é que se começa? Falamos de desfiles, por isso a lógica seria a passerelle. E foi. Longa, esplêndida, impactante mesmo quando vazia, a passerelle é o ícone de qualquer evento de moda. Por isso, não pode ser qualquer uma: é da Tarkett, a marca que lidera a preocupação pela sustentabilidade dentro da indústria de pavimentos, usando a Concepção Circular de Circuito-Fechado inspirada nos princípios Cradle to Cradle, e que, para além da passerelle, forrou ainda o chão da Área Social, da Sala Club e da Sala de Criadores. Cada vez mais verde, tínhamos de ter jardim. É certo que o Jardim das Laranjeiras nos refresca as vistas, mas como é que o trazíamos para dentro de quatro paredes? Com a Wonderwall, a mais bonita ode às plantas e jardins verticais artificiais, que nos abraçam na Sala de Criadores e com uma instalação na passerelle que não poderia ser mais instagramável. Por falar em Instagram, que atire a primeira lâmpada quem não publicou uma fotografia com as mágicas Balad da Fermob que iluminavam as laranjeiras e que só queríamos levar para casa, especialmente depois de nos dizerem que esta inovadora tecnologia led se carrega com USB e tem autonomia até 16 horas. Quem não tem autonomia de 16 horas somos nós e não estranhem se nos encontrarem disfarçadamente sentados numa das poltronas WeWood que estão na Sala Club ou nas Fast Talks, a recarregar energias — infelizmente, ainda não temos USB. Mas temos outras coisas que também são de valor: como a ajuda da Berner, sem a qual esta semana de moda não teria acontecido. Conseguiríamos de alguma forma erguer um evento sem carros e plataformas de transportes, sem escadotes, abraçadeiras, fitas adesivas ou apoio moral? Esta é uma pergunta retórica. Querem mais uma pergunta retórica, já que estamos inspirados? Aqui vai: não estão tão lindos, os nossos voluntários? Não precisam de responder, mas nós precisamos de explicar porquê: é que o tecido das fardas desta edição foi cedido pelo arquivo do Exército, e quem o materializou em objetos de desejo foi, claro, a Calvelex, parceira para todas as andanças, especialmente para as batalhas do dia a dia. Espero que tenham ouvido este nosso elogio - se falámos baixo, perdoem-nos, é que nos faltam os sistemas de som Bose que agraciaram o primeiro dia de evento, no Palácio Sinel de Cordes, e que nos fizeram chegar ao coração a música e as palavras que expressam a nossa razão de ser: pensar, construir, agir Moda. Queremos levá-la mais longe, a mais pessoas, a mais públicos, queremos enviá-la por CTT e mostrá-la ao vivo e trazê-la no peito. É verdade, andámos imenso nesta edição. Palmilhámos Lisboa de uma ponta à outra, fizemos quilómetros sem fim - o que vale é que fomos calçados n’As Portuguesas, senão não haviam pés que aguentassem. Somos COLLECTIVE porque fazemos tudo isto de mãos dadas com parceiros e marcas que acreditam no mesmo que nós, que embarcam connosco na aventura de criar maior, de criar diferente, de criar melhor. Obrigada.