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8. Março 2020

MODALISBOA AWAKE | REPORT 7 DE MARÇO

-  Moda Portuguesa,  ModaLisboa,  ModaLisboa Awake

MODALISBOA AWAKE | REPORT 7 DE MARÇO

As luzes baixam. Quando se ouve a mítica frase que começa por “Os manequins da ModaLisboa ...” o burburinho torna-se um sussurro. A música esconde o que resta das vozes. E lá ao fundo, na boca de cena, acende-se o foco. Começa o desfile.

Ontem este ritual repetiu-se 8 vezes. Começámos com o desfile de João Magalhães, que propõe um regresso à essência do design: a procura da forma através da manipulação de materiais, cor e proporção. O designer reinterpretou peças de coleções passadas com diferentes intervenções artísticas, como a serigrafia manual e o tingimento artesanal, e jogou com a dualidade Homem/Máquina, combinando têxteis de produção manual com o 3D art, e materiais sintéticos com tecidos tradicionais. O paradoxo entre a cultura urbana e tradicional, onde o artesanato se funde com o industrial, influencia uma atitude DIY em cortes desconstruídos e peças customizadas.

Assistimos depois à estreia da Buzina na plataforma LAB, com a apresentação da coleção Input, que reinterpreta os modelos mais icónicos da marca, trabalhando silhuetas oversize e realçando a nobreza e exclusividade dos materiais, como as sedas naturais, os acolchoados e os jacquards em tons neutros, preto, fúcsia, verde, azul e terra.

No âmbito do protocolo de cooperação estabelecido entre a Associação ModaLisboa e a ANJE, responsável pelo Portugal Fashion, Luís Buchinho regressou à passerelle da ModaLisboa com uma coleção que celebra os 30 anos da sua marca, referenciando os seus códigos mais marcantes. Geometrias com influências Déco traduzem-se numa forte componente gráfica, tanto na silhueta como nos padrões. Nesta estação, o criador privilegia as cores sóbrias, num jogo de negros e falsos negros: verdes-garrafa, tropa, musgo, marinho e cobre. Os materiais variam entre o natural e o sintético: couro/falso couro, pelo sintético, gabardines e tafetá, em silhuetas que misturam influências dos anos 20 e 80.

A realidade louca e romântica que invade "Grey Gardens", o documentário da vida de Big e Little Edie, foi o ponto de partida da coleção de Ricardo PretoCombinando o seu lado feminino e contemporâneo, Ricardo procura revelar um look irreverente através de silhuetas sobrepostas, fluídas e assimétricas em contraste com rígidas/estruturadas e oversized. Cupro, crepe, tecidos técnicos, sarja de algodão, denim, sedas, lã e pelo sintético surgem em tons de preto, azul, verde, vermelho e roxo safira.

Luís Carvalho apresentou Colourgraphic, uma coleção marcada por um jogo de formas e linhas gráficas, onde o elemento principal é a mistura de cores. As silhuetas variam entre oversized e estruturadas. Fazendas, crepe e tule bordado são os materiais de eleição do designer nesta estação, numa paleta de cores fortes, como o vermelho, rosa e amarelo, alternados com tons mais neutros como o preto, cru e cinza.

Já a nova coleção de Kolovrat conta a história dos imigrantes do futuro, que observam o mundo com uma nova interpretação. Segundo a designer, eles vieram para nos ensinar a desenvolver as nossas capacidades e mostrar-nos como podemos libertar as nossas formas fixas. Isto traduz-se em silhuetas alongadas e seccionadas horizontalmente, em cores neutras e fúcsia, assim como em peças desportivas que incorporam detalhes de alfaiataria e encontram um novo destino no draping e nas assimetrias.

Rebellion, a nova coleção de Gonçalo Peixoto, é uma manifestação que se reapropria da conotação “minissaia sexy”. Com silhuetas mais curtas e vários vestidos pretos, Rebellion fala sobre quebrar regras através de silhuetas, tecidos e cores. Com uma abordagem edgy, cool e despreocupada, as formas desconstruídas que encontramos no streetstyle são desafiadas a tornar-se clássicos intemporais.

Nuno Gama apresentou a sua coleção de primavera/verão 2020 num formato See Now Buy Now. Comemorando os 500 anos da circum-navegação Fernão de Magalhães, o criador apela a uma indústria mais ética, sustentável e inclusiva. Para isso, contrasta o formal com detalhes de vestuário urbano, entre linhas e silhuetas próximas do corpo, com confortáveis jogos de volume, desafiando escalas de proporção. Numa paleta de azul marinho, azul Sado e branco, combina tecidos naturais, como lãs e algodões, com materiais tecnológicos.

Hoje vamos poder assistir aos desfiles de mais 6 grandes nomes da moda nacional - Constança Entrudo, Hibu, Awaytomars, Ricardo Andrez, Aleksandar Protic, Dino Alves – e dar as boas vindas à designer Ninamounah, dos Países Baixos, convidada desta edição.

Será mais um dia de Moda sem fronteiras, de Moda livre, de Moda maior.

Fique atento(a) às notícias, assista ao live stream dos desfiles e acompanhe os melhores momentos desta 54ª edição da ModaLisboa no site, Facebook e Instagram da ModaLisboa. 

Há um mundo em AWAKE.

MODALISBOA AWAKE
FW 20/21
5. 6. 7. 8 MARÇO 2020
OFICINAS GERAIS DE FARDAMENTO E EQUIPAMENTO DO EXÉRCITO

Apresentação oficial das Coleções dos Criadores Portugueses.

A Lisboa Fashion Week é promovida pela Associação ModaLisboa em co-organização com a Câmara Municipal de Lisboa. A iniciativa é cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do Programa Operacional de Lisboa do Portugal 2020.