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21. Outubro 2019

CHECK POINT DA MODALISBOA FOMENTOU A PARTILHA DE CONHECIMENTO E A PROMOÇÃO DAS MELHORES PRÁTICAS NA INDÚSTRIA DE MODA NACIONAL

-  ModaLisboa,  ModaLisboa Collective

CHECK POINT DA MODALISBOA FOMENTOU A PARTILHA DE CONHECIMENTO E A PROMOÇÃO DAS MELHORES PRÁTICAS NA INDÚSTRIA DE MODA NACIONAL

Na terceira edição do Check Point, o Industry Meeting Point da ModaLisboa, fizemos crescer o formato através de novas parcerias que enriqueceram indubitavelmente os nossos conteúdos.

O arranque da ModaLisboa Collective contou, uma vez mais, com o painel de Fast Talks, onde se discutiu sobre o tema “Fashion & Positive Impact” - é já em 2020 que Lisboa se torna na Capital Verde Europeia, e conversas desta natureza revelam-se essenciais para que todos possamos fazer parte de um futuro de grandes mudanças. Contámos com a presença de Carolina Alvarez-Ossorio (ECOALF), Alfredo Oróbio (Awaytomars), Eva Geraldine Fontanelli (Goooders), e Patrick Duffy (GFX), para um diálogo aberto ao público, e moderado por Joana Barrios. As palavras-chave desta conversa foram “Educação” e “Reeducação”: o futuro da indústria está nas mãos dos designers, indústria e consumidores do hoje e do amanhã, e é urgente que ideias como a economia circular, a transparência, e a consciência de custo (e respetivas consequências), comecem a fazer parte do léxico do nosso dia a dia.

Já no segundo dia, contámos uma vez mais com o Workshop de Alfaiataria de Ayres Gonçalo, desta feita com um formato de 2 dias, para que os participantes pudessem experimentar com as próprias mãos o processo de execução de uma peça de alfaiate – um blazer.

Com o propósito de mostrar as melhores práticas e as urgências que se verificam a nível ambiental e ético na nossa indústria, convidámos a plataforma Catalyst e o Global Fashion Exchange (parceiro da ModaLisboa desde 2017) para programar connosco o dia 12 de outubro, dedicado à sustentabilidade e à transparência na Indústria da Moda.

Assim, apresentámos 5 workshops que envolveram os diferentes estágios da produção de moda, com as empresas Calvelex (Fabrics4Fashion), Valerius, Inovafil, Tintex e Scoop. Com a sustentabilidade ambiental e social em mente, cada empresário falou da sua missão e das atividades e inovações que têm estado a implementar, enunciando os benefícios destas ações e mostrando novas possibilidades à audiência.

Ao final do dia, teve lugar a Round Table sobre Paradigmas em Mudança: Modelos de Negócio do Futuro, moderada por Patrick Duffy (GFX) e com a participação de Maria Guedes (Stylista), Ana Rita Clara (Change it), António Vasconcelos (The Natural Step) e Daniel Mota Pinto (Scoop). Este momento ficou marcado pela tónica de missão e inspiração que cada um dos participantes trouxe – se por um lado há uma necessidade de explorar negócios em novas e outras direções, todos os participantes demonstraram que é através das competências de liderança, identificação de problemas, criação de redes e força colaborativa, que será possível endereçar os atuais desafios da indústria da moda e da atualidade em geral. A moda precisa de se tornar numa indústria saudável, e para isso, a tomada de ação e de iniciativa constante (ao mesmo tempo que evoluímos), é crucial.

No domingo, 14 de outubro, continuámos de olhos voltados para o Futuro, num dia programado em parceria com a plataforma ECoolhunter by Jornal ECO. Num momento moderado por Vanda Jorge, começámos com a apresentação de Tendências de Moda, um estudo elaborado por Augusto Mateus & Associados (EY Parthenon) e apresentado por Hermano Rodrigues; desvendou-se um futuro mais digital e automatizado, onde o pensamento é global, consciente e sustentável. Neste contexto, Portugal enquadra-se na primeira linha de fornecedores, mas fica o desafio de capitalizar ainda mais as suas forças, e de dar a conhecer as suas restantes “armas”.

Seguiu-se uma mesa redonda sobre Moda e Tecnologia, onde reunimos intervenientes de variadas origens e com negócios / projetos muito diversificados. Contámos com Alfredo Oróbio da marca Awaytomars, Amanda Parkes do Fashion Tech Lab, Bernardo Gaeiras do FabLab Lisboa, Lisa Lang do Power House Group e Tiago Paiva da HUUB.

Cada um dos participantes trouxe para a conversa a sua atividade e perspetiva sobre o futuro da moda, e também o seu cruzamento com a tecnologia. Esta conversa permitiu uma abertura de horizontes para a audiência, e uma realização sobre as possibilidades que estão cada vez mais próximas, e permitirão drásticas mudanças na forma como se fazem matérias primas, como se resolvem problemas através do vestuário, como se fabricam, como se criam e como se gere a cadeia de fornecimento. O futuro é positivo e já se veem muitos sinais de melhorias graças à aplicação de tecnologia em diversos setores.

Finalmente, foi implementado um novo formato que cruza duas plataformas da ModaLisboa: Check Point e Wonder Room. Nesta iniciativa piloto, fizemos uma tour por todo o Wonder Room e permitimos que os expositores da nossa pop-up falassem na primeira pessoa sobre os seus negócios, propósitos e como estão a desenvolver as suas marcas. Foi possível extrair daqui diversas ilações sobre o sucesso das marcas, as suas origens, fabrico e formas de divulgação.

Foi uma edição que cresceu em diversos dos sentidos mais pertinentes para a Indústria de Moda, que colocou intervenientes dos seus vários ângulos em diálogo, e que permitiu que se fomentasse a partilha, a implementação de novas pontes e parcerias de valor para o futuro. Um futuro sempre a fazer mais e melhor.