Dino Alves

Desfile 10 Mar 2019 às 22:00

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Dino Alves
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Natural de Anadia, Dino Alves forma-se em Pintura na Escola Superior Artística do Porto, faz um curso profissional de fotografia no INEF e depois de uma passagem pela Cinemateca Portuguesa, acaba por enveredar pela área da moda, conquistando o título de “Enfant-terrible da Moda Portuguesa”.

O seu primeiro desfile ocorre nas “Manobras de Maio” de 1994 e a partir de maio de 1997 passa a apresentar regularmente as suas coleções na ModaLisboa – Lisboa Fashion Week. Desde então, além das suas coleções sazonais, tem desenvolvido figurinos para diversos espetáculos de dança e teatro, assim como guarda-roupas para publicidade, eventos de moda e lançamentos de produtos. Um stylist por excelência, Dino Alves colabora também em projetos de conceção de imagem, nomeadamente para as festas da discoteca Lux – Frágil, ou para publicações como a Dance Club. Em 2006, é responsável pelo styling e produção da imagem dos participantes do Festival da Canção e nos dois anos seguintes cria a imagem de Herman José para os programas “Chamar a Música” e "Roda da Sorte". Em 2011 desenvolve ostyling dos apresentadores / atores do programa de humor “Estado de Graça”, produzido pelas Produções Fictícias.

Em 2009 é convidado pela marca italiana de acessórios “Segue...” a criar uma mala de viagem e inicia uma colaboração como professor na área de figurinos, com a Escola Superior de Dança. Em 2011, abre o seu novo atelier na baixa de Lisboa, na Rua da Madalena, 91 - 1º Dto.



Em fevereiro de 2103 inicia colaboração com a ESAD – Escola Superior de Design de Matosinhos, como coordenador de um projeto de mestrado de moda, sobre o trabalho de Joana Vasconcelos.

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Sobre a coleção

FW 19/20

REAÇÃO

A moda, e a arte em geral, sempre foram usadas como uma eficaz arma de reação, em que,  através de determinadas opções estéticas se podem fazer também manifestações ideológicas.

É importante reagirmos ao que não nos parece correto, e não ficarmos resignados e impávidos a observar o mundo deteriorar-se à nossa volta.

A reação que defendo aqui é a que usa a expressão artística, a criatividade, o pensamento e que transforma a nossa imagem e o nosso estilo numa espécie de panfleto ideológico, porque a minha rebeldia está nas minhas criações e na forma contundente como me expresso através das mesmas e nunca num comportamento violento, destrutivo e inconsequente.

Assim sendo, esta coleção reage ao preconceito, reage à destruição do planeta, reage à desigualdade social, reage à liberdade de expressão, reage à doentia ditadura da beleza, reage à injustiça, reage à desumanização das relações. Esta coleção é um manifesto à má índole.

Manifestar-me através das minhas ideias foi sempre o que quis fazer!

Ser criativo é saber falar, sem abrir a boca!


DETALHES
Franzidos com várias inclinações e em partes das peças inesperadas, abalonados torcidos,  statements aplicados nas peças com várias técnicas, mistura de elementos de um universo mais agressivo com elementos românticos, amálgamas de elementos gráficos aplicados nas peças, peças XXL, efeitos drapeados misturados e baralhados, volumes a deformar o corpo.

SILHUETA
Justa e fluida, austera, oversized, deformada, volumosa.

CORES
Preto, branco, lilás, amarelo, vermelho, laranja, azuis,  roxo, verde, padrões florais, padrão graffiti, riscas, xadrez.

MATERIAIS
Sedas, mousselines, crepes, organza de seda, sablé e marrocain com misturas de fibras,  gangas, malhas, viscose, algodão orgânico, denim, brocados, lã, nylons.

ACESSÓRIOS
Cintos, Waist bags

APOIOS
Calçado: NOBRAND
Gangas orgânicas: TROFICOLOR


Fotos: Ugo Camera

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